Ismê Assessoria Imobiliária

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CRESCE TOTAL DE PESSOAS QUE ALUGAM IMÓVEIS NA RMC


Valores para compra ainda assustam quem ganha até 10 mínimos

O número de domicílios alugados na RMC (Região Metropolitana de Campinas) aumentou 63% entre 2000 e 2010. Os dados coletados pelo IBGE durante os dois últimos censos demográficos indicam um salto de 120.617 para 196.649 nos espaço de 10 anos. Para grupos familiares com ganho de até 10 salários mínimos as opções de financiamento ainda são mais difíceis e dispendiosas que gastar com aluguel.
Essa semana, o TodoDia publica a primeira de uma série de quatro reportagens especiais sobre o desenvolvimento imobiliário na última década na RMC.


Os imóveis alugados representam 22,55% do total, mas a participação aumentou em comparação ao ano 2000, quando representava 18,29% do número total de casas. O crescimento ocorre em paralelo ao período em que as casas próprias voltaram crescer, mas ao mesmo tempo tornam-se cada vez mais caras na RMC (leia texto abaixo).
O economista Flávio Ramos, membro do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), afirmou que famílias com mais de cinco membros não conseguem encontrar imóveis com bons preços. “Muitas dessas famílias não encontram imóveis com mais de dois quartos e pelo menos 70 metros quadrados, em preços estáveis. Sem falar que o reajuste do preço do aluguel é significativamente menor que os juros do financiamento”, disse.
Ramos explicou que os financiamentos não são acessíveis às famílias com renda de até 10 salários mínimos. “Nos grupos de cinco a 10 salários as taxas de juros variam entre 11% e 14%, além de ser exigido um histórico financeiro de boa performance”, disse. A parcela de entrada dos financiamentos também se torna um empecilho para as aquisições.”
ALUGUEL
O turismólogo Eduardo Melo, 29, vive com a mulher em um apartamento alugado em Campinas e considera que a casa própria ainda seja um “sonho distante”. Melo disse que já sondou uma construtora sobre o preço dos apartamentos na região central de Campinas, mas não se animou. “Procurei por curiosidade saber quanto custaria um apartamento que está sendo construído em um bairro próximo ao meu apartamento, mas está fora de cogitação. O valor era R$ 300 mil, mas com os juros vai para R$ 500 mil”, disse. Apesar do aumento de opções, Melo afirmou que a aquisição não está nos planos.